ÓCIOS DO OFÍCIO
Tenho uma vida inteira dedicada à comunicabilidade
profissional. Não me estranho por ser tão presunçoso em afirmar que nasci com
esse dom e me orgulho em ser autodidata no assunto. Volta e meia me deparo com
períodos prolongados de ociosidade deste ofício, mas consigo, internamente,
manter-me em exercícios constantes na arte da comunicação.
O tempo, senhor de si, se encarrega de trazer os avanços
tecnológicos e a modernidade exige que acompanhemos estes avanços. A velocidade
da informação cibernética é o principal componente destes avanços. As páginas
de relacionamento humano crescem vultuosamente a cada dia, nos proporcionando a
facilidade de conhecer novas pessoas, reafirmar velhas amizades, conhecer novas
histórias.
Porém, há um componente que me preocupa: a escassez de
investimento público no setor de comunicação social, direcionada aos que se
encontram à margem da educação formal. Escolas públicas municipais,
padronizadas, de ensino da informação e da comunicação devem ser criadas para
proporcionar o acesso aos que têm necessidade de aprender, mas não conseguem,
por encontrar barreiras sociais que os impedem.
Investir no homem ainda é a maior obra de um administrador
público. Basta ter vontade, responsabilidade e empreendedorismo. E isso, quanta
falta nos faz!...

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