segunda-feira, 5 de setembro de 2016



ÓCIOS DO OFÍCIO

Tenho uma vida inteira dedicada à comunicabilidade profissional. Não me estranho por ser tão presunçoso em afirmar que nasci com esse dom e me orgulho em ser autodidata no assunto. Volta e meia me deparo com períodos prolongados de ociosidade deste ofício, mas consigo, internamente, manter-me em exercícios constantes na arte da comunicação.

O tempo, senhor de si, se encarrega de trazer os avanços tecnológicos e a modernidade exige que acompanhemos estes avanços. A velocidade da informação cibernética é o principal componente destes avanços. As páginas de relacionamento humano crescem vultuosamente a cada dia, nos proporcionando a facilidade de conhecer novas pessoas, reafirmar velhas amizades, conhecer novas histórias.

Porém, há um componente que me preocupa: a escassez de investimento público no setor de comunicação social, direcionada aos que se encontram à margem da educação formal. Escolas públicas municipais, padronizadas, de ensino da informação e da comunicação devem ser criadas para proporcionar o acesso aos que têm necessidade de aprender, mas não conseguem, por encontrar barreiras sociais que os impedem.

Investir no homem ainda é a maior obra de um administrador público. Basta ter vontade, responsabilidade e empreendedorismo. E isso, quanta falta nos faz!...

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